Os serviços especializados voltados para jovens LGBTQ+ no hotline nacional de prevenção ao suicídio e crise, conhecido como 988, devem ser restabelecidos até o final do ano, conforme anunciado pela administração Trump. No entanto, as mudanças propostas levantam preocupações sobre a qualidade e a adequação desses serviços para o público-alvo.

Segundo informações, o retorno dos serviços não ocorrerá da mesma forma que antes, pois os responsáveis estão trabalhando para garantir que as novas diretrizes estejam em conformidade com uma ordem executiva emitida no ano passado, que busca redefinir o conceito de identidade de gênero de maneira binária.

Uma das entidades mais afetadas por essa mudança pode ser o Trevor Project, que anteriormente respondia a mais da metade das chamadas destinadas ao serviço. A exclusão do projeto se dá por uma questão técnica: o chamado para gestão do retorno das linhas de apoio LGBTQ+ está restrito a membros “atuais e ativos” da rede 988, o que deixa o Trevor Project fora, uma vez que sua atuação foi interrompida pela própria administração.

Ainda não está claro como os serviços LGBTQ+ serão alterados para atender às novas exigências, gerando apreensão entre defensores dos direitos LGBTQ+. Aaron Almanza, diretor executivo do LGBT National Help Center, expressou preocupação sobre as possíveis implicações dessa mudança. “Se retornar, e houver uma negação das identidades trans, vale a pena estar presente? Isso pode causar mais danos do que benefícios”, afirmou.

A situação torna-se ainda mais crítica à medida que as comunidades LGBTQ+ enfrentam desafios significativos em saúde mental, e a necessidade de apoio adequado se torna cada vez mais urgente.