Na semana passada, a cerimônia fúnebre estatal de Ratko Mladic em Belgrado provocou uma discussão intensa em Bruxelas: um país pode buscar adesão à UE enquanto homenageia um criminoso de guerra condenado?

Desafios políticos

Para muitos analistas, o evento revelou que o processo de adesão de Sérvia não está apenas parado, mas também perdeu seu impulso político.

Engjellushe Morina, do European Council on Foreign Relations, afirma que a União Europeia tem tratado Sérvia como um candidato normal apesar de sua falta de progresso em democracia e direito ao Estado de Direito.

Naim Leo Besiri, do Instituto para Assuntos Europeus da Sérvia, destaca que a maioria governamental na Sérvia não cumpriu suas promessas de reforma durante os últimos cinco anos.

Relações econômicas e políticas

A Sérvia continua com fortes laços econômicos com a UE, sendo seu maior parceiro comercial, investidor e donatário financeiro. No entanto, politicamente, o país manteve uma forte aliança com Moscou.

Os analistas acreditam que a UE deve manter um diálogo com a sociedade sérvia enquanto pressiona o governo de Aleksandar Vucic a tomar decisões políticas claras.