As agências de segurança dos Estados Unidos aumentaram a vigilância no espelho d'água do Memorial Lincoln, em Washington, D.C., após o presidente Donald Trump ter acusado vândalos de serem responsáveis pelo surgimento de algas no local reformado recentemente.

Soldados da Guarda Nacional agora patrulham a área, que se estende por aproximadamente 600 metros no National Mall, em grupos de três ou quatro. Além disso, torres de iluminação solar foram instaladas para iluminar o espaço durante a noite e postos de segurança com câmeras de vigilância cercam o perímetro.

Reforma e alegações de vandalismo

As medidas de segurança foram implementadas após a conclusão de uma reforma de US$ 14,7 milhões no espelho d'água, que foi repintado com a cor “azul da bandeira americana” em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA. No entanto, problemas como a proliferação de algas e descascamento do revestimento começaram a surgir logo em seguida.

Trump, que demonstrou interesse pessoal na obra, atribuiu a situação a sabotadores noturnos, embora não existam evidências que sustentem suas alegações. Um funcionário do Serviço Nacional de Parques confirmou que a Polícia dos Parques dos EUA investigou danos aparentemente intencionais ao espelho d'água.

Prisão de suspeitos e reações

Na terça-feira, o Departamento do Interior informou que seis pessoas foram detidas por suposto vandalismo, enquanto outras sete receberam intimações federais. No entanto, não foram divulgados detalhes sobre os indiciados ou as acusações.

Um dos detidos é o ex-atleta olímpico David Hearn, que afirmou não ter cometido vandalismo, mas ter apenas retirado um pedaço do revestimento descascado. Sua defesa argumenta que o uso do sistema de justiça para perseguir inocentes é uma forma de desviar a atenção dos verdadeiros problemas relacionados ao projeto.

Apesar do aumento na vigilância, os turistas continuam a visitar o local, como observou uma visitante da Flórida, que achou a situação tranquila e sem indícios de vandalismo.