A Segro, uma das maiores proprietárias de armazéns do Reino Unido, está no centro de uma disputa de aquisição transatlântica após rejeitar uma proposta de £12,6 bilhões da americana Prologis. O conselho da Segro declarou que a oferta foi 'inequivocamente rejeitada', apesar de representar um valor quase 25% superior ao preço de mercado da empresa no fechamento das ações na terça-feira.

Prologis, em um apelo aos acionistas da Segro para que a empresa considerasse a proposta, afirmou que sob os termos do seu plano de aquisição, os acionistas da Segro receberiam 0,084 ações da Prologis para cada ação que possuíssem. Isso implica um valor de 925p por ação da Segro, o que representa um prêmio de 24,6% sobre o fechamento na terça.

Rejeição e contexto do mercado

A Segro é reconhecida por construir grandes armazéns que atendem à crescente demanda do comércio eletrônico, desenvolvendo e alugando imóveis para empresas como Amazon e Netflix. Após a rejeição da oferta, as ações da Segro subiram quase 17,5% na quarta-feira, alcançando 871p, tornando-se o maior ganhador do FTSE 100.

Em comunicado, a Segro afirmou que a proposta da Prologis 'fica muito aquém das próprias opiniões da Segro sobre valor'. A empresa destacou que sua valorização está atrelada a 'questões geopolíticas significativas que impactaram negativamente as avaliações de mercado no Reino Unido e na Europa'.

Perspectivas do setor imobiliário

O interesse da Prologis na Segro é impulsionado pela robusta carteira de projetos em andamento, incluindo data centers. Oli Creasey, especialista em pesquisa imobiliária da Quilter Cheviot, comentou que a oferta da Prologis pode provocar reações em todo o setor de fundos de investimento imobiliário do Reino Unido.

Por sua vez, Dan Coatsworth, da corretora AJ Bell, observou que, caso a Prologis tenha sucesso, isso representaria uma perda significativa para o mercado britânico, diminuindo sua diversidade e qualidade.