A secretária de Estado da Educação de Goiás, Fátima Gavioli, afirma que o principal problema não é a falta de candidatos interessados em ingressar na carreira docente, mas sim a dificuldade de encontrar profissionais dispostos a permanecer em sala de aula. Ela destaca que a realidade encontrada pelos novos professores ao ingressarem na rede de ensino pode provocar desistências, mesmo após a aprovação em concursos públicos.
“Não vejo que está tendo um apagão de candidatos nos concursos. Eu vejo que tem um apagão de quem realmente quer ir para a escola dar aula na prática.” Fátima Gavioli ressalta que o choque entre as expectativas e os desafios enfrentados no cotidiano escolar é um dos fatores que levam profissionais a abandonar a carreira.
A secretária também criticou a formação de professores na modalidade de ensino a distância (EaD), especialmente quando não há preparação prática suficiente para enfrentar a realidade das escolas. “O Brasil está sofrendo um desgaste muito grande com a modalidade EaD para educação. O professor vai lá, faz o curso totalmente por EaD e inclusive não tem estágio. Aí ele passa no concurso, toma posse, e agora? Agora ele tem que dar aula, mas a escola não ensinou ele a dar aula, a faculdade não ensinou ele a dar aula, ele não teve estágio,” avaliou.
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