A Rússia executou na manhã desta quinta-feira (2) um dos ataques mais devastadores contra a capital ucraniana, Kiev, desde o início do conflito. O bombardeio resultou na morte de 27 pessoas e causou destruição em vários prédios da cidade.
As explosões iluminaram o céu logo nas primeiras horas do dia, deixando nuvens de fumaça visíveis sobre a capital. Imagens aéreas revelaram a extensão dos danos, enquanto helicópteros foram mobilizados para combater as chamas. Socorristas, por sua vez, realizaram buscas em prédios residenciais, onde encontraram mais de 20 corpos.
Destruição em larga escala
De acordo com o ministro do Interior da Ucrânia, pelo menos 20 prédios foram atingidos, incluindo o Instituto Nacional de Bioquímica, que, segundo um pesquisador, representa uma “catástrofe para a ciência, medicina e biologia da Ucrânia”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou os ataques como retaliatórios e assegurou que eram direcionados exclusivamente a alvos militares. Ele também afirmou que a Rússia intensificará a pressão em resposta às ações ucranianas.
Cenário de retaliação e escassez de recursos
O ataque ocorre em um contexto em que a Ucrânia tem intensificado suas ofensivas contra instalações energéticas russas, o que levou a uma crise de combustível no país, que é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo. Algumas regiões enfrentam racionamento de combustível, e até mesmo Moscou tem registrado longas filas em postos de gasolina.
A Força Aérea da Ucrânia informou que, entre quarta-feira (1º) e quinta-feira (2), a Rússia lançou quase 500 drones e mais de 70 mísseis, destacando que esse número foi excepcionalmente alto, enquanto a taxa de interceptação das forças ucranianas foi considerada baixa. A Ucrânia enfrenta dificuldades com a escassez de mísseis interceptadores do sistema americano Patriot.
Em uma visita a um prédio de nove andares que foi destruído, o presidente Volodymyr Zelensky lamentou que vidas poderiam ter sido salvas caso os aliados tivessem cumprido suas promessas de entrega de sistemas de defesa antiaérea. “Pedimos ao presidente Trump: corra”, afirmou Zelensky, evidenciando a urgência do apoio militar internacional.
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