O piloto da Mercedes, George Russell, destacou que Lewis Hamilton e a Ferrari são "uma enorme ameaça" na luta pelo título mundial de Fórmula 1 deste ano. Hamilton, que conquistou sua primeira vitória pela Ferrari no Grande Prêmio da Espanha, realizado há menos de duas semanas, comentou sobre a possibilidade de uma disputa pelo campeonato: "Não acho que seja impossível".

O heptacampeão está a 41 pontos do líder do campeonato, Kimi Antonelli, da Mercedes, após seu triunfo na Espanha, o que confirmou sua recuperação após uma temporada difícil com a Ferrari. Russell, que está nove pontos atrás de Hamilton, elogiou o desempenho do colega: "É ótimo ver Lewis de volta fazendo o que ele faz de melhor. Muitas pessoas o descartaram no ano passado ou mesmo na temporada em que fomos companheiros em 2024. Ele foi muito criticado, mas agora está em grande forma nas últimas corridas".

Russell também comentou sobre o desempenho da Ferrari: "Kimi ainda é o piloto que está à frente, realizando uma performance incrível e consistente. Mas a Ferrari parece estar se aproximando, e Lewis está na vanguarda disso".

Hamilton, por sua vez, ressaltou que a equipe precisa se unir para competir com os líderes: "A oportunidade está lá, mas reunir a equipe e desenvolver será crucial. Vai exigir esforço total de todos para nos aproximarmos deles. Mas não estou pensando nisso agora; meu foco é vencer neste final de semana".

A Ferrari é considerada como tendo o melhor chassi da F1 neste ano, embora seu motor ainda não esteja à altura da Mercedes. A equipe fará uma atualização em seu motor para o GP da Áustria, mas Hamilton advertiu que isso não deve eliminar completamente a desvantagem em relação aos melhores motores.

Além disso, Hamilton compartilhou sobre uma lesão que sofreu no ano passado, que afetou sua performance e exigiu tratamento intensivo. Enquanto isso, a Red Bull, que tem enfrentado dificuldades, também trará um upgrade significativo para o chassi nesta corrida.

Compromisso de Alonso com a Aston Martin

Fernando Alonso reafirmou seu compromisso com a Aston Martin, mesmo diante de rumores sobre uma possível transferência para a Alpine na próxima temporada. O bicampeão mundial, que completará 45 anos em breve, ainda não decidiu seu futuro na F1, mas afirmou: "Quero vencer um campeonato mundial com a Aston Martin, com ou sem volante".

Alonso acredita que a chegada de Adrian Newey como parceiro técnico, junto com a Honda, traz garantias de que a equipe pode lutar por títulos no futuro. O piloto ainda não tomou nenhuma decisão sobre sua continuidade na F1 e espera definir seu futuro após a pausa de verão em agosto.