O Rio Grande do Sul se destaca como o único estado brasileiro a implementar um seguro total para todo o rebanho bovino contra a febre aftosa. Essa medida visa garantir a indenização aos produtores em caso de perdas causadas pela doença, reforçando a segurança e a estabilidade financeira do setor. Certificação e reconhecimento O Brasil possui o certificado internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial da Saúde Animal.

O Rio Grande do Sul mantém esse reconhecimento há cinco anos, o que demonstra a eficácia das políticas de saúde animal no estado. Detalhes do seguro O seguro cobre quase 11 milhões de cabeças de gado, incluindo bovinos de corte e de leite. A APSE (Apólice de Seguro Pecuário) foi entregue a representantes do setor na Secretaria da Agricultura.

O seguro tem validade de 12 meses e um valor total segurado de R$ 50 milhões. A franquia paga pelo fundo em caso de ocorrência da doença é de até R$ 13 milhões. O custo do prêmio por animal é de cerca de 18 centavos, custeado proporcionalmente pelas contas do Fundesa.

Importância da medida A implementação do seguro é uma resposta às preocupações com a saúde do rebanho gaúcho, que é predominantemente composto por raças europeias. A proteção sanitária é crucial para a preservação do material genético e a continuidade da produção. Histórico da febre aftosa O último registro de febre aftosa no Brasil ocorreu em 2006, nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

No Rio Grande do Sul, não há registros da doença há 25 anos, mas a vigilância deve ser mantida, uma vez que o vírus ainda não está erradicado globalmente, com casos recentes em países da Ásia e Europa. O post Rio Grande do Sul implementa seguro total para rebanho bovino contra febre aftosa apareceu primeiro em Canal Rural .