A Guarda Revolucionária do Irã anunciou neste domingo que dois navios se envolveram em um "acidente" ao tentarem atravessar o Estreito de Hormuz por uma rota considerada "insegura". A informação foi divulgada pela agência de notícias semi-oficial Tasnim, que também relatou que outros dois navios decidiram abandonar essa rota após os alertas.
Os Guardas afirmaram que os quatro navios ignoraram os avisos iranianos e agiram com o apoio dos Estados Unidos. "Embarcações que são influenciadas pelas palavras dos americanos e entram em rotas inseguras certamente enfrentarão acidentes", advertiu a Guarda em um comunicado.
Novos ataques dos EUA após mortes de soldados
A declaração da Guarda Revolucionária ocorre em meio a uma escalada de tensões na região, marcada por uma série de ataques aéreos dos Estados Unidos contra alvos no Irã. Este foi o oitavo ataque consecutivo realizado pelos EUA, que se intensificou após a morte de dois soldados americanos em um ataque iraniano a uma base em Jordânia.
O ataque que resultou nas mortes dos soldados americanos foi parte de uma troca de hostilidades que se intensificou desde o início do conflito em fevereiro. Até agora, 16 membros das forças armadas dos EUA foram mortos, sendo que os dois últimos foram os primeiros a morrer diretamente por fogo iraniano.
Conflitos aumentam na Cisjordânia
Além das tensões no Golfo Pérsico, a situação na Cisjordânia também se agravou. Settlers israelenses incendiaram uma mesquita na aldeia de Al-Tuwani, de acordo com um oficial palestino. O ataque, que ocorreu durante a noite, resultou na destruição da mesquita Al-Taqwa, além de incêndios em duas casas e em uma fábrica de laticínios. O oficial local, Mohammed Rabie, relatou que os atacantes fugiram ao serem confrontados pelos moradores.
As forças de segurança israelenses foram deslocadas para a área após relatos de danos, incluindo um veículo incendiado e pichações em muros. Esse incidente se insere em um contexto de aumento de ataques contra comunidades palestinas por colonos israelenses desde o início da guerra em Gaza em 2023.
Com o aumento da violência e das tensões geopolíticas na região, a situação continua a ser monitorada de perto, com esforços diplomáticos em andamento para mitigar o conflito e evitar uma escalada ainda maior.
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