Secretário-geral da Otan, Mark Rutte REUTERS/Kevin Lamarque A reunião de cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) tem início nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, num momento em que os membros da aliança discutem entre si e no qual a Ucrânia cobra ajuda para conter o poder de fogo da Rússia. 🔍 A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) é uma aliança militar internacional formada por países da América do Norte e da Europa. Seu principal objetivo é garantir a segurança e a defesa mútua de seus membros.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mais uma vez, a Guerra da Ucrânia deve ser o principal foco da reunião. O presidente do país, Volodymyr Zelensky, terá uma reunião bilateral com o americano Donald Trump. "O presidente se reunirá com ele para falar sobre como podemos pôr fim à guerra.

Essa é uma prioridade há muito tempo", disse um alto funcionário americano, que falou sob a condição do anonimato. Agora no g1 Trump "abordará posteriormente" o tema com o presidente russo, Vladimir Putin, informou o funcionário. Na segunda-feira (6), Zelensky reclamou da falta de sistemas de defesa americanos Patriot prometidos pelo Ocidente depois de fortes ataques russos a Kiev.

🔍 O Patriot é um sistema móvel de mísseis terra-ar desenvolvido e fabricado pela gigante americana de equipamentos bélicos Raytheon Technologies. É considerado um dos sistemas de defesa aérea mais avançados do arsenal dos EUA e está em operação desde a década de 1980, com diversas atualizações ao longo dos anos. A Rússia bombardeou a capital com mísseis e drones matando 22 pessoas, segundo autoridades locais.

Dados da Força Aérea da Ucrânia mostraram que o país não conseguiu derrubar nenhum dos 23 mísseis balísticos disparados por Moscou. "É simplesmente absurdo que, no mundo moderno, a produção ainda não tenha sido ampliada para o nível realmente necessário para proteger as pessoas do terror balístico", disse ele em seu pronunciamento noturno em vídeo. Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot.

Reprodução/Raytheon Technologies A Ucrânia vive uma escassez de interceptores norte-americanos poucos dias após o ataque mais mortal deste ano. O sistema de defesa do país, o Patriot, foi enviado ao país pelos EUA em 2025. Trata-se de um dos mais avançados sistemas antimísseis do mundo.

É considerado um poderoso "escudo" do Ocidente, e seu uso na Ucrânia já foi taxado de "uma provocação" pelo governo russo. Bilhões de dólares e tensões internas O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, prometeu na segunda-feira (6) contratos de "dezenas de bilhões de dólares" para reforçar as capacidades de defesa da aliança. A promessa de investimentos bilionários esconde o desconforto que Trump causa a outros líderes da aliança.

Na última sexta-feira (3), o presidente americano afirmou ser "ridículo" que seu país continue com a atual relação com a Otan, que ele chamou de "unilateral". "É ridículo os EUA continuarem nesse caminho unilateral quando a relação não é recíproca. Eles não estiveram lá por nós!!!", afirmou Trump em sua rede social Truth Social em referência à parcela que o país contribui para a Otan.