Neste final de semana, o presidente interino da Venezuela, Delcy Rodriguez, anunciou que 33 pessoas foram resgatadas após os terremotos que devastaram o país, incluindo várias crianças. No entanto, o número de pessoas desaparecidas continua alarmante, com estimativas oficiais indicando que cerca de 50 mil pessoas estão ainda sem contato.

O número de mortos em decorrência dos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, que ocorreram na quarta-feira, superou 1.400 até sábado. O estado de La Guaira, que foi o mais afetado, recebeu equipes de resgate internacionais, totalizando mais de 1.600 profissionais. No entanto, famílias e voluntários relataram dificuldades com a falta de equipamentos pesados e a escassez da presença oficial nas operações de resgate.

Desafios nas operações de resgate

Rodriguez, que assumiu a presidência interina após a remoção de seu antecessor em uma operação dos EUA, elogiou os voluntários civis que estavam ajudando a levar suprimentos para La Guaira. Contudo, o governo restringiu severamente o acesso às estradas, alegando que o tráfego estava dificultando a movimentação eficiente dos veículos de emergência.

Os serviços de emergência estão sob pressão, já que o tempo para encontrar sobreviventes está se esgotando. O líder da equipe de resgate suíça, Sebastian Eugster, alertou que, após 72 horas, as chances de localizar pessoas vivas diminuem consideravelmente.

Resgates emocionantes e apoio internacional

Entre os resgates realizados, o Departamento de Estado dos EUA divulgou um vídeo mostrando o salvamento de um bebê por equipes de resgate americanas. Uma equipe colombiana também resgatou um menino de 11 anos que estava preso sob os escombros, enquanto equipes mexicanas salvaram outra criança da mesma idade em Caraballeda.

O Papa Francisco expressou sua solidariedade aos afetados e a União Europeia anunciou a mobilização de 5 milhões de euros em assistência emergencial. A situação crítica pode ter consequências políticas para Rodriguez, que busca se distanciar de seu passado no governo de Nicolás Maduro.