A Ásia-Pacífico é frequentemente descrita como o próximo grande mercado para a cannabis medicinal, mas essa visão simplista deve ser abandonada, segundo Stephen Murphy, fundador e CEO da Prohibition Partners. O mercado regional não é homogêneo e apresenta diferentes modelos regulatórios.

Modelos regulatórios variados

Ao longo dos últimos meses, Murphy preparou sua fala para a conferência Agential Cannabis 2026 em Bangkok e passou uma semana no local. Ele observa que a região não pode ser vista como um único mercado, pois há pelo menos cinco modelos regulatórios distintos.

Austrália e Nova Zelândia operam sistemas de prescrição em larga escala, enquanto Tailândia está mudando de liberalização rápida para um modelo médico rígido. Japão e Coreia têm caminhos farmacêuticos em vez de dispensas, e Índia combina pesquisa, medicina tradicional e lei estatal, sem uma unidade de medida comum.

Experiências históricas

Murphy destaca que o que está acontecendo na região não é novo. Países como Alemanha e Canadá abriram acesso prescrito antes de suas infraestruturas estarem prontas, e Colômbia se posicionou como hub de exportação de baixo custo em 2016, mas seus exportadores só alcançaram US$10,8 milhões sete anos depois.

A lição dessas experiências é clara: a legislação abre um mercado, mas não constrói um. O trabalho subsequente em integração clínica, cadeias de suprimento, conformidade e dados leva muito mais tempo e determina quem será o líder.