A Noruega será o próximo adversário do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo, em um confronto marcado para este domingo (05), às 17h, no Estádio de Nova York, com transmissão ao vivo pela Globo. Este jogo não apenas representa uma chance de avançar para as quartas de final, mas também é uma oportunidade para o Brasil tentar quebrar um tabu: a Noruega é a única seleção que o Brasil nunca venceu entre as que enfrentou pelo menos uma vez, com dois empates e duas derrotas, incluindo uma na Copa do Mundo de 1998.

Uma geração promissora

A Noruega de 2026 é considerada a melhor geração da história do futebol norueguês, com destaque para jogadores como Erling Haaland e Martin Ødegaard, este último sendo um dos principais atletas da Liga dos Campeões. A equipe tem se mostrado organizada defensivamente e letal no ataque, como demonstrado na vitória recente contra a Costa do Marfim, onde venceu por 2 a 1 com apenas nove finalizações, quatro delas no alvo.

Pontos fortes e fracos da seleção norueguesa

O estilo de jogo da Noruega se baseia em uma formação 4-1-4-1, com Martin Ødegaard como o principal articulador. Ele possui liberdade para recuar entre os zagueiros e se aproximar dos laterais, sendo fundamental na conexão entre defesa e ataque. No jogo contra a Costa do Marfim, Ødegaard se destacou com 20 passes que quebraram linhas adversárias e 57 movimentos de apoio, sendo o jogador mais ativo na circulação ofensiva da partida.

Outro jogador de destaque é Antonio Nusa, que atua como ponta pela esquerda e é essencial para criar espaços para Haaland, que se posiciona entre os zagueiros para finalizar. A Noruega também prioriza a construção de jogadas pelo meio antes de acelerar pelas laterais, o que foi evidenciado em sua performance contra a Costa do Marfim, onde completou 103 quebras de linha e teve 90% de precisão nos passes.

Entretanto, a equipe apresenta fragilidades defensivas, especialmente quando precisa correr para trás. Em todos os jogos até agora, a Noruega sofreu gols, incluindo de adversários considerados menos fortes, como o Iraque. A equipe tende a permitir longos períodos de posse ao adversário, o que pode ser explorado pelo Brasil, que precisa limitar a influência de Ødegaard e marcar Haaland de forma eficaz.

O Brasil deve entrar em campo com uma formação que inclui Martinelli na vaga de Paquetá, que está fora da competição, e Raphinha, cuja participação ainda é incerta. A provável escalação brasileira é: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães; Rayan, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Vini Jr.

O vencedor deste confronto enfrentará o México ou a Inglaterra nas quartas de final, no dia 11 de julho, em Miami.