Os preços do petróleo apresentaram queda nesta segunda-feira, impulsionados pela pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã, o que aumenta as esperanças de um retorno ao cessar-fogo e novas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz. Após 13 dias de bombardeios, os EUA decidiram suspender as ações militares, conforme declarou o representante dos EUA na ONU, afirmando que o país estava "dando espaço para as negociações".
Em resposta, o Irã anunciou que interromperia seus ataques retaliatórios contra vizinhos da região, oferecendo um respiro para a indústria petrolífera e o transporte marítimo no Golfo. O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou: "Desde que nossa estratégia tem sido essencialmente retaliatória, também suspendemos nossas operações retaliatórias".
Retomada das hostilidades e impacto no mercado
As hostilidades entre os dois países recomeçaram este mês, rompendo uma trégua frágil, após o Irã atacar embarcações que transitavam pelas águas de Omã no Estreito de Ormuz, o que provocou uma escalada no conflito. Antes da pausa, os EUA haviam realizado ataques aéreos em território iraniano por 13 noites consecutivas, marcando um dos maiores reavivamentos do conflito desde um cessar-fogo em abril.
Com a suspensão dos ataques durante o final de semana, as tentativas diplomáticas entre Washington e Teerã foram interrompidas, mas o conflito se expandiu, com rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, atacando embarcações sauditas no Estreito de Bab al-Mandeb, um ponto crucial para o tráfego marítimo no Mar Vermelho. O aumento das tensões fez com que os preços do petróleo disparassem, com o barril do tipo Brent ultrapassando a marca de US$ 100 pela primeira vez desde maio.
Avanços nas negociações e reações do mercado
A decisão do ex-presidente Donald Trump de suspender novos ataques, juntamente com a afirmação do Irã de que progrediu em negociações com Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz, trouxe alívio ao mercado. As discussões focaram em "princípios comuns e mecanismos operacionais" para garantir a passagem segura de embarcações pelo estreito, respeitando os direitos soberanos dos dois países, conforme informou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.
Os principais contratos de petróleo caíram significativamente na segunda-feira, com o Brent perdendo mais de sete por cento em um dado momento, recuando para menos de US$ 90. Sally Auld, do National Australia Bank, comentou que "parece que os desenvolvimentos no Oriente Médio avançaram de maneira positiva durante o fim de semana, acrescentando credibilidade à noção de que preços do petróleo acima de US$ 100 induzem um comportamento de desescalada por ambas as partes".
As notícias positivas em relação ao petróleo aliviaram preocupações sobre um novo aumento da inflação e novas rodadas de elevações nas taxas de juros, beneficiando a maioria dos mercados de ações. Contudo, incertezas sobre a sustentabilidade do crescimento impulsionado pela inteligência artificial e questionamentos sobre os altos investimentos no setor continuam a afetar os traders. A Bolsa de Seul, por exemplo, liderou as perdas, com quedas superiores a um por cento, enquanto empresas de tecnologia, como SK Hynix e Samsung, enfrentaram pressão de vendas.
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