Há milhares de pessoas nas ruas em todo o país, em protestos que começaram entre estudantes de escolas técnicas e agora envolvem pais, universitários e sindicatos.

Manifestações em várias cidades

Cerca de 250 mil pessoas participaram de manifestações durante o dia, segundo o governo, enquanto os estudantes estimam que foram cerca de 450 mil. Em Paris, marchas partiram da Place de la République, exigindo mais recursos para as escolas e menos repressão policial.

No entanto, houve confrontos entre policiais e manifestantes em Lyon, uso de gás lacrimogênio em Paris e Marseille, e lançamento de bombas de água em Rennes. A polícia francesa condenou a violência anterior e informou que 215 estudantes e 85 funcionários foram feridos, além de 715 policiais.

Reação do governo e perspectivas futuras

O Primeiro Ministro Sébastien Lecornu criticou a violência e afirmou que desde o início dos protestos, 1.800 escolas foram bloqueadas em 'Atividade Três' da movimentação dos estudantes.

A ministra da Educação, Édouard Geffray, pediu diálogo em vez de bloqueios escolares, mas admitiu que elementos ultra-violentos se infiltraram nos movimentos dos estudantes. Até agora, medidas propostas pelo governo não satisfizeram os estudantes.

A CGT, a maior sindicato francês, planeja novas manifestações envolvendo estudantes e universitários na próxima quinta-feira.