A produção vinícola francesa está prevista para registrar um dos menores volumes em 30 anos devido ao verão extremamente quente e seco, segundo o ministério da Agricultura.

De acordo com estimativas preliminares, os vinhos produzidos neste ano devem totalizar cerca de 34 milhões de hectolitros, uma diminuição de 6% em comparação com 2022 e 17% abaixo da média de 2021-2025.

A Agreste, órgão estatístico do governo responsável pela agricultura, afirmou que a redução foi causada principalmente por condições climáticas extremas, com temperaturas recordes e falta de chuvas.

O verão de 2023 foi o mais quente desde 1900, com médias de 24°C em junho, julho e agosto. Cerca de metade do país registrou temperaturas acima de 40°C.

As regiões mais afetadas incluem o Champénilho, onde a colheita de uvas é esperada a ser quase metade da de 2022, e a região do Jura, com uma perda estimada de 37%. A produção de uvas no Borgonha-Beaujolais também deve cair em torno de um terço.

No entanto, alguns produtores de vinhos expressaram surpresa com as previsões governamentais, argumentando que ainda é cedo para fazer estimativas precisas.