A deputada federal Priscila Costa (PL-CE) não disputará uma vaga ao Senado nas eleições de 2026 e deve concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados. A mudança vem depois de ela perder espaço dentro do partido com a saída de Michelle Bolsonaro do comando nacional do PL Mulher. A assessoria da congressista afirmou ao Estadão , nesta 4ª feira (22.jul.2026), que a decisão não foi tomada por iniciativa própria, mas imposta pelo partido.

Segundo a equipe, Priscila deve se pronunciar sobre o caso nos próximos dias. O Poder360 procurou a deputada e o PL para mais esclarecimentos sobre a desistência da disputa a vaga ao Senado em 2026. Este texto será atualizado caso alguma manifestação seja enviada.

CRISE NO PARTIDO A deputada esteve no centro da crise entre Michelle Bolsonaro e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), provocada por divergências sobre a estratégia eleitoral do PL no Ceará. Michelle defendia a candidatura de Priscila ao Senado, enquanto o grupo liderado pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), presidente estadual da legenda, apoiava o deputado estadual Alcides Fernandes (PL-CE), seu pai. O impasse se ampliou com a aproximação do PL cearense ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Estado.

Michelle criticou a articulação, enquanto Flávio participou, em 10 de julho, do evento que oficializou a pré-candidatura de Alcides ao Senado. Na ocasião, André afirmou que a escolha do pai havia sido feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com Alcides consolidado como candidato do PL ao Senado e a outra vaga sendo discutida nas negociações da aliança estadual, Priscila deixará a disputa pela Casa Alta e buscará a reeleição para a Câmara dos Deputados.