O presidente Lula afirmou, durante um ato de campanha em Florianópolis, que, se a relação com o agronegócio dependesse do dinheiro liberado pelo governo, os produtores deveriam ‘não só votar, mas se ajoelhar’ diante dele. Considero essa declaração lamentável. Não porque o presidente não possa defender as ações de seu governo. Pode e deve. O problema é tratar uma política pública como concessão pessoal, e o produtor como alguém que recebeu um favor. Em uma democracia, ninguém deve se ajoelhar diante de governante algum.
O campo entrega sua contrapartida
Se o governo oferece crédito, o setor responde com produção, alimentos, empregos, impostos e dólares para o país. Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 169 bilhões e gerou um superávit próximo de US$ 149 bilhões. Isso compensa déficits de outros setores e ajuda a manter a balança comercial brasileira no azul.
O produtor não vive de anúncio
Todo ano, o Plano Safra é apresentado como o maior da história. Mas o produtor não vive do valor anunciado. Vive do dinheiro que chega à conta, na hora certa e com juros que caibam dentro da atividade. Hoje, o setor enfrenta crédito caro, margens menores, bancos mais seletivos, aumento dos custos, fal
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