Prefeito se disfarça de morador de rua por quase 24 horas para testar na pele os serviços da própria prefeitura no interior de Santa Catarina Esposa e filhos passaram por ele e não reconheceram. A equipe de assistência social o encontrou sem saber quem era. E o que ele viu sobre drogas nas ruas mudou os planos da gestão O prefeito de Criciúma, no sul de Santa Catarina, saiu de casa às 5h30 de uma manhã de julho de 2025 usando barba postiça, peruca, roupas surradas e muita maquiagem.
Ninguém sabia. Nem a esposa, nem os filhos, nem o secretariado. Vagner Espíndola, o Vaguinho (PSD), queria saber como a própria prefeitura tratava quem vive na rua.
E decidiu descobrir do único jeito que achou justo: virando um deles. - Marcos Vieira, açougueiro do bairro: “O cliente não gosta de comprar a carne com gordura amarela achando que é velha, mas a verdade é que depende do que o boi comeu” - Confira o resultado da Mega-Sena 3025 desta terça-feira (30); prêmio é de R$ 23 milhões - Seu José Rosa, pedreiro há 50 anos: “Para não ter infiltração na parede, o segredo não é colocar mais cimento, e sim impermeabilizar a fundação antes de subir a obra” A ideia era ficar 24 horas. Durou 20.
E o que aconteceu nesse intervalo rendeu um vídeo que viralizou, uma série de decisões polêmicas e um debate que ainda não terminou. 15 minutos e o primeiro dinheiro na mão Espíndola conta que mal tinha se sentado no meio-fio e em 15 minutos já tinha R$ 5 na mão, dados por um motorista no semáforo. Ao longo do dia, recebeu café, comida e atenção de moradores comuns que pararam para ajudar sem saber quem ele era.
Por outro lado, o momento que ele mais repete em entrevistas é outro. Em determinado ponto do trajeto, sua esposa e seus dois filhos passaram por ele na calçada e seguiram andando. Não reconheceram o próprio marido e pai.
“Senti na pele o que é ser invisível”, disse Espíndola em entrevista ao Estadão. Ver essa foto no Instagram A equipe da prefeitura passou no teste sem saber que era um teste Durante a noite, o prefeito foi até a região do Pinheirinho e se deitou sob a marquise da Igreja de Santa Bárbara. Por volta da meia-noite, uma equipe da assistência social da prefeitura o encontrou, ofereceu ajuda e orientação.
Foi nesse momento que Espíndola se revelou e encerrou a experiência, com 20 horas de rua. A equipe levou um susto. Mas o que o prefeito viu naquela abordagem foi que o serviço estava funcionando: alguém realmente foi até a rua, de madrugada, procurar quem precisava de acolhimento.
Para além disso, o que Criciúma oferece para quem vive na rua: a cidade mantém uma Casa de Passagem, onde o morador pode comer, tomar banho e dormir. Há também o Centro POP, a Central de Empregos e clínicas de desintoxicação. O programa inclui treinamento profissional: quando o morador consegue emprego e recebe o primeiro salário, é encaminhado para um aluguel.
Um número que chama atenção: desde o início de 2025, Criciúma reduziu o número de pessoas em situação de rua de 280 para 170. O que ele viu sobre drogas mudou os planos Durante as 20 horas, Espíndola passou por pontos de tráfico na cidade. E voltou com uma frase que repetiu em todas as entrevistas: “A droga não é o motivo principal para a pessoa ir para a rua.
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