Estudantes do Colégio Moderno Alarid BBC "Boa tarde, meu comandante", saúdam os estudantes do Colégio Moderno Alarid, na Cidade do México, ao seu diretor, Óscar Lira — mesmo não devendo mais chamá-lo desta forma. O pátio da escola é decorado com um mural com os símbolos nacionais mexicanos: a águia, a serpente e o cacto. Nele, um professor convoca os estudantes com outra expressão em vias de extinção, mas que ainda resiste.

"Cadetes, sentido!" Ele se corrige em seguida: "Discentes, sentido!" Agora no g1 Os estudantes começam o ano escolar com novos uniformes, sem estética militar. Eles formam filas, com postura firme, os braços retos para o lado e olhar fixo para frente. O instrutor, agora chamado de "prefeito", ordena que eles descansem.

Os alunos, então, deslocam o pé esquerdo para receber as instruções de rotina. "O militarismo faz parte da nossa história, mas acabou", afirma Lira. Ele se refere a uma recente ordem do governo da presidente do México, Claudia Sheinbaum, de desmilitarizar as escolas inspiradas nos valores, na ornamentação e nos métodos do universo militar.

"O colégio, em profundo respeito a suas autoridades, acatou a situação de que, no México, não existe mais o modelo militarizado", explica o diretor. "E, a partir daí, passamos a nos reinventar, a nos reestruturar, a pegar o mais valioso... e continuar trabalhando." Óscar Lira é arquiteto e ex-aluno do colégio Alarid.

Ele vem de uma família de militares e atende à reportagem em um escritório repleto de escudos, flâmulas e uma espada.