Três pessoas foram presas pela Polícia Militar de Goiás suspeitas de envolvimento no furto a uma joalheria do Shopping Bougainville, no Setor Marista, em Goiânia. O crime aconteceu entre a noite de sábado, 19, e a madrugada de domingo, 20. A prisão ocorreu após uma força-tarefa que mobilizou mais de 180 policiais militares.

Segundo o coronel Batista, da Polícia Militar, o grupo seria especializado em furtos de joalherias localizadas dentro de shopping centers. A ação teria sido planejada e executada durante a madrugada, quando os suspeitos permaneceram escondidos dentro do estabelecimento. De acordo com o militar, um dos criminosos teria entrado em uma loja vizinha à joalheria e acessado o espaço por meio dos dutos do ar-condicionado.

Ele conseguiu chegar ao estabelecimento, furtou as joias e retornou para a loja ao lado, onde permaneceu escondido até a abertura do shopping. A Polícia Militar foi informada sobre o crime por volta das 14h de domingo e iniciou as buscas pelos suspeitos. A operação contou com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), da inteligência do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Polícia Militar do Distrito Federal.

O crime foi percebido por duas funcionárias quando chegaram na loja para trabalhar | Foto: Reprodução Durante as diligências, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança ao longo de quase dois quilômetros do trajeto feito pelos suspeitos. A partir das imagens, a equipe conseguiu identificar o veículo utilizado na fuga e localizar o grupo já na região do Entorno do Distrito Federal. Ainda conforme o coronel Batista, os suspeitos tentaram dificultar a identificação trocando de roupa duas vezes após deixarem o shopping.

Eles também teriam utilizado um veículo de aplicativo e, posteriormente, outro carro em Santo Antônio do Descoberto, onde as prisões foram realizadas. Com os três suspeitos, os policiais encontraram joias que teriam sido furtadas na unidade de Goiânia. Segundo a PM, dois dos presos já eram considerados foragidos da Justiça e os três possuem antecedentes criminais.

A investigação também aponta que um dos envolvidos teria participado de outro furto a uma joalheria em um shopping de Uberlândia, em Minas Gerais, no início deste mês. Para a Polícia Militar, o grupo faz parte de uma organização especializada nesse tipo de crime. Os suspeitos também teriam indicado possíveis receptadores das joias furtadas na região do Entorno do Distrito Federal.

De acordo com a PM, as pessoas que teriam comprado os produtos já foram identificadas e as informações foram repassadas à Polícia Civil, que deve dar continuidade às investigações. O coronel Batista destacou que a atuação dos receptadores é fundamental para a ação dessas quadrilhas, já que os produtos furtados precisam ser rapidamente repassados. Segundo ele, quem compra mercadorias sabendo que são provenientes de crime também pode responder criminalmente.

A Polícia Militar acredita que dois criminosos participaram diretamente da invasão à joalheria dentro do shopping, enquanto o terceiro teria dado suporte externo. A corporação, no entanto, trabalha com a possibilidade de que outras pessoas estejam envolvidas na rede criminosa, principalmente na receptação das joias.