O plano 'Made in Europe' proposto pelo Conselho Europeu visa modernizar as fábricas de carros da Europa e incentivar a produção local, mas está causando preocupação entre outros países aliados no setor automotivo.
Impacto sobre fornecedores globais
A Alemanha e França chegaram a um acordo recente que permitirá que fornecedores de países não membros da UE, como o Reino Unido e Noruega, sejam considerados de 'origem europeia'. No entanto, outros países importantes, como a Turquia, serão excluídos.
A Turquia exporta cerca de 73% de suas exportações automotivas para a UE, e Ayhan Zeytinoglu, presidente da Economic Development Foundation (IKV), acredita que isso pode causar grandes danos ao comércio e às exportações turcas.
Detalhes do plano
A proposta exige que 70% dos componentes de um veículo, exceto a bateria, sejam fabricados na Europa. No entanto, essa regra inicialmente se aplica apenas a veículos elétricos, híbridos plug-in e veículos de célula de combustível, que representam apenas 27% das novas matrículas de carros na UE.
Tommaso Pardi, diretor da rede de pesquisa internacional GERPISA, destaca que o objetivo de 70% é bastante generoso. Além disso, alguns híbridos e veículos de combustão interna poderiam ainda ser vendidos após 2035 e estariam sujeitos às regras 'Made in Europe'.
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