Um novo relatório do Office for Environmental Protection (OEP), órgão fiscalizador do meio ambiente no Reino Unido, aponta que quase todos os objetivos do plano ambiental da Irlanda do Norte estão em um caminho insatisfatório. Apenas dois dos 38 alvos estabelecidos — qualidade do ar e mitigação das mudanças climáticas — estão avançando de forma satisfatória.
O documento revela que houve progresso satisfatório em apenas dois itens, enquanto seis apresentaram progresso misto, 27 avançaram de forma limitada e três não puderam ser avaliados. O relatório enfatiza que a atual velocidade e escala das ações não são suficientes para gerar as mudanças necessárias para a eficácia do plano.
O Ministro do Meio Ambiente, Andrew Muir, afirmou que esses resultados reforçam a “necessidade urgente de ações sustentadas, baseadas em evidências e totalmente financiadas por muitos anos a partir de todos os setores do governo”.
O professor Robbie MacDonald, cientista-chefe do OEP, destacou que muitas das medidas são “totalmente viáveis” para o Executivo da Irlanda do Norte, sugerindo que é hora de ir além do planejamento e partir para a execução.
Desafios e prioridades
O relatório aponta três áreas prioritárias para a ação imediata. A primeira é a gestão eficaz da poluição por nutrientes, responsável pela crise de algas azuis no Lough Neagh. A poluição por nutrientes proveniente da agricultura e do esgoto é um problema crônico que afeta a economia e o meio ambiente.
A segunda prioridade é acelerar ações em torno da economia circular, que visa prolongar o uso de produtos e reduzir resíduos. Por último, a recuperação da natureza é essencial, pois a Irlanda do Norte é uma das regiões com maior degradação de biodiversidade do mundo.
MacDonald ressaltou que existem bons exemplos de colaboração entre a população e os órgãos executivos, como projetos de restauração de turfa que melhoram a qualidade da água. Contudo, o relatório pede ações urgentes, considerando que alguns prazos se aproximam rapidamente.