A Polícia Federal (PF) concluiu a primeira fase da Operação Sem Desconto, um inquérito que investiga um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, 48 pessoas foram indiciadas, entre elas, o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e outros altos funcionários da autarquia.

Os indiciados estão presos preventivamente desde o ano passado e enfrentam acusações que incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O relatório da PF foi apresentado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que é o relator das investigações. As conclusões agora serão enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por decidir sobre a denúncia ou possíveis novas diligências.

Principais indiciados e suas acusações

Entre os indiciados, destaca-se Alessandro Stefanutto, que é acusado de ter utilizado seu cargo para blindar acordos em troca de propinas mensais que chegavam a R$ 250 mil. O ex-ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, também conhecido como Mohamad Oliveira Andrade, é acusado de garantir a inação da autarquia e recebeu propinas que totalizam ao menos R$ 550 mil.

Outro indiciado, Euclydes Marcos Pettersen Neto, deputado federal licenciado, é apontado como um dos principais fiadores políticos do grupo, tendo recebido pelo menos R$ 14,7 milhões em propinas. Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como