O relatório da Polícia Federal, datado de fevereiro deste ano, indicava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli como o ‘proprietário de fato’ do fundo de investimento Arleen, que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro. O fundo pertencia inicialmente a Vorcaro e detinha parte do resort Tayayá, ligado à família de Toffoli.

A investigação apontou que Vorcaro tratava os depósitos para o Arleen como prioridade e que, em determinado momento, quando uma transferência atrasou, o banqueiro disse a seu cunhado Fabiano Zettel que a demora o deixou em ‘uma situação ruim’. Vorcaro também entrou em contato com Toffoli para dar explicações.

RELATÓRIO ABAFADO

O documento foi o principal motivo da reunião sigilosa entre ministros do STF que resultou no afastamento de Toffoli da relatoria do caso do Banco Master. No encontro, o relatório foi menosprezado pela maioria dos ministros, que defendiam a manutenção de Toffoli. No final, a Corte decidiu aceitar a redistribuição do caso, que foi parar nas mãos de André Mendonça.