O petróleo encerrou a segunda-feira (19) em baixa, após uma tarde de negociações voláteis nos mercados internacionais. Os investidores acompanharam, ao mesmo tempo, a alta das tensões no Oriente Médio e o alívio de parte das sanções e tarifas impostas à Rússia por decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciada na sexta-feira.
Tensões no Oriente Médio
No domingo, Trump reforçou apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e ameaçou intensificar ações contra o Irã caso Teerã não mude de postura. Em publicação na Truth Social, afirmou que Netanyahu é o único líder capaz de manter a parceria com Washington no enfrentamento à República Islâmica.
Ao longo desta segunda-feira (19), o mercado também reagiu à informação publicada pelo The New Arab de que Washington e Teerã poderão anunciar ainda nesta semana um avanço nas negociações mediadas por Catar e Paquistão para evitar a retomada da guerra, segundo fontes.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou ainda que a proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz, apresentada aos Estados Unidos como parte de um plano de sete dias, segue em discussão. Christopher Tahir, estrategista sênior de mercado da Exness, avaliou que as hostilidades no Oriente Médio devem conter uma queda mais acentuada do petróleo.
Alívio de sanções à Rússia
Em contrapartida, o presidente americano também defendeu a decisão de abrandar sanções à Rússia e acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de prejudicar o abastecimento mundial de diesel com ataques a refinarias russas.
Segundo Tahir, as tensões entre Arábia Saudita e Houthis seguem elevadas, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz continua sob restrições em meio a incidentes de segurança, em um cenário que manteve o mercado de petróleo sob forte oscilação ao longo do dia.
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