Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quinta-feira (16) revela que a maioria da população brasileira considera Flávio Bolsonaro responsável pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A pesquisa foi conduzida entre os dias 10 e 13 de julho e ouviu 2.004 eleitores.

Atribuição de Culpa Cresce para Flávio Bolsonaro

Ao serem questionados sobre quem teria motivado o tarifaço, 51% dos entrevistados concordaram com a versão apresentada por Luiz Inácio Lula da Silva, que acusa Flávio Bolsonaro de solicitar a sanção contra o Brasil ao então presidente Donald Trump. Apenas 30% dos entrevistados apoiaram a versão de Flávio, que responsabiliza Lula por provocar os Estados Unidos.

Esse cenário mostra uma mudança significativa em relação ao mês anterior, quando 47% dos entrevistados concordavam com Flávio Bolsonaro, enquanto 35% apoiavam Lula. Assim, a atribuição de culpa a Flávio cresceu, enquanto o apoio à sua defesa diminuiu.

Motivos das Tarifas e Reação da População

O levantamento também abordou os motivos que poderiam ter gerado as tarifas. A pesquisa indicou que 49% dos brasileiros acreditam que a medida é uma retaliação ao sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, conforme afirmado por Lula, enquanto 33% aceitam a versão de Flávio, que diz que as tarifas são uma resposta a declarações do presidente contra os EUA. Em junho, a diferença entre as versões era de 46% a 36%.

Além disso, mesmo após a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para discutir o assunto diretamente com Trump, 57% dos brasileiros afirmaram não estar cientes da viagem. Entre aqueles que sabiam, a maioria (58%) não acredita que Flávio tenha a capacidade de convencer o governo americano a rever as tarifas, enquanto 34% confiam que ele pode ter sucesso.

Dados da Pesquisa

A pesquisa da Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07181/2026.

As informações reveladas pela pesquisa são relevantes em um momento político em que as relações entre Brasil e Estados Unidos estão sob escrutínio, especialmente em termos de políticas comerciais e diplomáticas.