Pequi sem espinhos desenvolvido em Goiás permite comer o fruto de um jeito que muita gente aprendeu a evitar Depois de décadas de pesquisa, novas variedades mudaram uma característica responsável por um dos alertas mais conhecidos da culinária goiana Quem cresceu em Goiás provavelmente ouviu uma recomendação antes mesmo de aprender a apreciar um dos sabores mais característicos do Cerrado: pequi não se morde. O motivo está escondido logo abaixo da polpa amarela. No fruto tradicional, o caroço é revestido por uma camada cheia de pequenos espinhos capazes de provocar acidentes dolorosos na boca de quem tenta mastigá-lo como uma fruta comum.
Mas uma pesquisa conduzida em Goiás conseguiu mudar justamente essa característica. Em parceria, a Emater Goiás e a Embrapa Cerrados desenvolveram e lançaram três cultivares de pequizeiro cujo endocarpo, a parte popularmente chamada de caroço, não apresenta os tradicionais espinhos. São elas GOBRS 101, GOBRS 102 e GOBRS 103.
O resultado mexe diretamente com um hábito tão conhecido que o motivo de o pequi tradicional não poder ser mordido já virou uma das curiosidades mais características da culinária goiana. Pesquisa levou décadas As variedades não surgiram de uma modificação feita de uma hora para outra. O trabalho de Emater e Embrapa envolveu 25 anos de seleção, avaliação e multiplicação de plantas, até chegar às seis cultivares lançadas oficialmente em 2022, três sem espinhos e três com espinhos.
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