Pentágono firma contrato de 15 anos para mina de terras raras em Goiás. Operação em Minaçu será responsável pela produção de minerais usados em tecnologias militares e de defesa.

A mina de terras raras localizada em Minaçu, Goiás, está no centro de uma disputa internacional para garantir o suprimento desses minerais essenciais. As terras raras são utilizadas em ímãs de alto desempenho, presentes em veículos elétricos, turbinas eólicas e sistemas militares.

O contrato firmado pelo Pentágono prevê a compra de 100% da produção da mina em sua primeira fase, por um valor de US$ 750 milhões. A operação financeira inclui ainda compromisso de até US$ 500 milhões em crédito bancário e um contrato pelo qual o governo norte-americano deverá comprar pelo menos US$ 300 milhões em produtos de terras raras nos primeiros cinco anos.

A mina, operada pela Serra Verde, já produz comercialmente desde 2024 um carbonato misto de terras raras rico em neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Até o final de 2026, a produção deve chegar a aproximadamente 4 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras, e cerca de 6,4 mil toneladas por ano até o final de 2027.

Os preços mínimos estabelecidos no contrato são de US$ 2.050 por quilo para o térbio, US$ 575 para o disprósio e US$ 110 para neodímio e praseodímio. Se os preços de referência fora da China ultrapassarem esses valores, os ganhos adicionais serão compartilhados entre a Serra Verde e o governo norte-americano.