O presidente do Paraguai, Santiago Peña (Partido Colorado, direita), terá de se defender no Senado nesta sexta-feira (6.nov), no processo de impeachment aberto contra ele. Apesar de ter anunciado sua renúncia nas redes sociais na quinta-feira (5.nov), pressionado pela crise do Ueno Bank, Peña continua formalmente no cargo.

A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a abertura do julgamento de impeachment contra ele, mesmo depois do anúncio de sua renúncia. Opositores defendem que ele sofra impeachment e seja formalmente retirado do cargo.

RITO

O presidente do Senado, Basilio Núñez (Partido Colorado), disse ao jornal paraguaio ABC Color que nesta sexta-feira (6.nov), às 10h, Peña deverá apresentar sua defesa. A sessão não tem limite de tempo. Em seguida, por volta das 13h, haverá a avaliação das provas apresentadas pelos deputados e seus argumentos.

Se o processo prosseguir sem atrasos, a votação final dos 45 senadores poderá ocorrer ainda nesta sexta-feira (6.nov). Para destituir um presidente no Paraguai, é necessária uma maioria de dois terços, ou seja, 30 dos 45 senadores.

Pela Constituição paraguaia, ex-presidentes se tornam senadores vitalícios. Segundo a oposição, isso daria a Peña imunidade contra processos criminais. Se for destituído, ele perde esse direito.

“Colaborarei com as instituições”

Peña afirmou na quinta-feira (5.nov) que se defenderá “com argumentos e provas”, mas seu porta-voz disse não saber onde ele está. Congressistas da oposição afirmaram que Peña deixou o Paraguai rumo à Argentina e solicitou asilo ao presidente Javier Milei (La Libertad Avanza, direita).