A Executiva Nacional do PDT aprovou, nesta sexta-feira, 6, a entrada do partido em uma federação com Solidariedade, PRD e Avante. A decisão ocorre após a legenda não alcançar a cláusula de barreira nas eleições de outubro e representa uma mudança na estratégia da sigla, historicamente identificada com o trabalhismo de Leonel Brizola.

Objetivo eleitoral

Caso a proposta avance, a federação reunirá cinco partidos com trajetórias e posicionamentos distintos. A articulação aproxima legendas tradicionalmente associadas à esquerda de outras com atuação mais próxima ao centro político. O objetivo imediato é fortalecer o desempenho eleitoral conjunto e assegurar acesso a recursos públicos e à propaganda partidária.

A decisão do PDT amplia a Federação Renovação Solidária, formada originalmente por Solidariedade e PRD. O Avante aderiu ao grupo no mês passado. A entrada dos pedetistas foi aprovada pela Executiva, mas a ampliação ainda depende de formalização e de análise da Justiça Eleitoral.

Cláusula de desempenho

A movimentação é uma resposta às exigências da cláusula de desempenho, também chamada de cláusula de barreira. Pelas regras aplicáveis às eleições de 2026, os partidos precisam obter pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados, distribuídos por um terço das unidades da Federação, com mínimo de 1,5% em cada uma delas. A outra possibilidade é eleger ao menos 13 deputados federais em nove estados.