Uma passageira da Linha 11-Coral da CPTM adquiriu um pacote de figurinhas de um ambulante, que afirmava serem da coleção oficial da Copa do Mundo de 2026. Ao abrir a embalagem, a estudante Rayssa Montoro encontrou um card de Neymar da edição de 2022, indicando que o produto era falsificado. O incidente ocorreu na tarde de terça-feira (30), entre as estações Suzano e Luz.
Rayssa relatou ao g1 que o vendedor assegurava aos passageiros que as figurinhas eram originais e até recomendava que escaneassem o QR Code na embalagem, que levava ao site da Panini, para provar a autenticidade. Os pacotes eram oferecidos por R$ 7, preço igual ao praticado pela Panini, ou dois por R$ 10.
Desconfiança e compra do pacote
Embora estivesse cética quanto à autenticidade, Rayssa decidiu comprar um pacote para brincar com amigos. "Comprei para fazer uma brincadeira com os amigos do trabalho. Já imaginava que fosse falso, mas queria conferir", explicou. Assim que pegou a embalagem, notou diferenças em relação aos pacotes oficiais.
A estudante mencionou que, ao abrir o pacote dentro do trem, percebeu disparidades na qualidade da impressão e nas cores. Entre as figurinhas, encontrou um card de Neymar, mesmo com a embalagem sendo vendida como se fosse da nova edição.
Apreensões e combate à pirataria
A Panini lançou um kit de atualização do álbum da Copa do Mundo após a convocação oficial das seleções, que inclui 120 novas figurinhas. Em uma operação recente, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 50 mil figurinhas e mil álbuns falsificados durante uma ação contra a pirataria no Brás e no Canindé, em São Paulo. Quatro pessoas foram indiciadas por crime contra a propriedade industrial.
O comércio ambulante é proibido nas estações e composições da CPTM. A empresa já abordou 937 ambulantes e apreendeu 43.235 mercadorias entre janeiro e maio deste ano. Apesar dos esforços, Rayssa observou que o ambulante vendeu cerca de 60 pacotes em apenas cinco minutos em seu vagão.
A CPTM afirmou que ações de combate ao comércio irregular são contínuas, visando coibir a venda de produtos sem procedência, que podem estar relacionados a crimes como contrabando e roubo de cargas.
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