Na noite desta quarta-feira (24), o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, localizado em Maiquetía, Venezuela, foi palco de um incidente alarmante quando parte de seu teto desabou em decorrência de dois terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2. As imagens capturadas por viajantes mostram o momento do colapso, que levantou uma nuvem de fumaça no terminal, gerando uma corrida entre os passageiros.

O aeroporto, que atende a capital Caracas e registra um fluxo anual de cerca de 4 milhões de passageiros, passou por momentos de caos durante os tremores. Informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o epicentro do tremor mais forte foi localizado na cidade de El Guayabo, a 168 km da capital, a uma profundidade de 13 km.

Embora ainda não haja relatos de feridos no aeroporto, o USGS estima que o desastre pode resultar em milhares de mortes e danos extensos. “É provável que haja um elevado número de vítimas e que os danos sejam generalizados”, afirmou o serviço geológico.

O ministro do Interior, Diosdado Cabello, confirmou em uma transmissão pela televisão estatal que alguns prédios em Caracas desabaram e que a equipe de resgate já está atuando para avaliar a situação. Cabello não forneceu números específicos de vítimas, mas ressaltou que protocolos de emergência estavam sendo seguidos.

Além disso, o tremor foi sentido em diversas localidades do Norte do Brasil, incluindo Manaus, Belém e Roraima, onde os moradores também evacuaram os edifícios. Alertas de tsunami foram emitidos para ilhas do Caribe, mas foram rapidamente revogados.

A última vez que Caracas enfrentou um grande terremoto foi em 29 de julho de 1967, um evento de magnitude 6,6 que deixou entre 225 e 300 mortos e mais de 1.500 feridos.