PUERTO CAIMITO, Panamá — Em um dia de abril, o barco industrial Tabor navega ao redor da Ilha Chepillo na Baía de Panamá. Sob os olhares do time, Yehudi Rodríguez, um biólogo marinho especializado em tubarões, e o marinheiro Joel Cordoba libertam uma grande raya preta do tipo 'devil' de uma rede de cerco e a devolvem ao mar. Rodríguez, 49 anos, professor de biologia na Universidade de Panamá e diretor da ONG Shark Defenders, analisa regularmente as espécies de peixe capturadas acidentalmente pelos pescadores.

‘É emocionante ver pela primeira vez um enorme Mobula e libertá-lo no oceano’, diz Rodríguez após soltar a raya pesada cerca de 100 quilos (220 libras). Poucas horas depois, Hermes, 18 anos, o mais jovem do time e conhecido como Mbappé, auxilia Rodríguez na libertação de outra raya, cuidando para evitar ser picado pelo espinho venenoso da animal.

Antes de devolver um animal ao mar, Rodríguez segue um protocolo breve: registra as coordenadas da localização da captura, identifica a espécie e registra os dados.