A crise financeira envolvendo o banco digital Ueno, no Paraguai, ganhou dimensão política e colocou o presidente Santiago Peña sob pressão. Um grupo de 35 deputados da oposição apresentou, nesta quarta-feira, 4, um pedido de impeachment contra o chefe do Executivo, acusado de ter responsabilidade pelas irregularidades que levaram à liquidação da instituição financeira.
Banco administrava milhões em recursos públicos
Controlado pelo Grupo Vázquez, o Ueno encerrou suas operações na terça-feira (3), após o Banco Central do Paraguai iniciar o processo de liquidação da instituição.
Segundo as autoridades monetárias, foram identificadas insuficiências financeiras que comprometiam a capacidade do banco de cumprir suas obrigações. O problema estaria relacionado, entre outros fatores, à concessão de empréstimos a empresas vinculadas à própria instituição.
Além dos depósitos de clientes particulares, o banco concentrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo valores pertencentes ao Instituto de Previdência Social do Paraguai.
A oposição acusa o presidente de conflito de interesses, interferência nas regras do setor financeiro e suposto desvio de recursos previdenciários. Os parlamentares também levantaram suspeitas de que autoridades responsáveis pela fiscalização bancária teriam omitido irregularidades.
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