A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a segunda fase de uma operação que investiga fraudes nas Lojas Americanas, cumprindo nove mandados de busca e apreensão em locais no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Desta vez, a operação teve como alvos acionistas de destaque da empresa e executivos de instituições financeiras que, segundo as investigações, estavam cientes de irregularidades contábeis na companhia. A PF apura indícios de crimes como manipulação de mercado e associação criminosa, e a Justiça já determinou o sequestro de bens e valores dos investigados, que podem chegar a R$ 54 bilhões.
A crise financeira que abala as Lojas Americanas veio à tona há mais de três anos, quando a empresa, que é de capital aberto, foi obrigada a divulgar seus balanços financeiros. Em janeiro de 2023, a companhia revelou que sua dívida com credores estava próxima de R$ 43 bilhões, resultado de um esquema fraudulento que inflacionou suas contas em R$ 25 bilhões. Na mesma ocasião, as Lojas Americanas solicitaram recuperação judicial.
A investigação foi iniciada pela Polícia Federal com o apoio do MPF, e até agora, quatro executivos da Lojas Americanas firmaram acordos de delação premiada, colaborando com a apuração dos fatos.
A defesa dos acionistas de referência afirmou que os mesmos foram surpreendidos pela operação e alegaram que tanto eles quanto o conselho de administração da empresa foram enganados pela antiga diretoria. A Lojas Americanas, por sua vez, esclareceu que não foi alvo da ação realizada nesta quinta-feira (25) e reafirmou seu compromisso em colaborar com as autoridades.
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