Recentemente, a OpenAI solicitou orientação legal aos congressistas americanos sobre a possibilidade de uma indústria de inteligência artificial (IA) retardar o desenvolvimento de tecnologias avançadas de forma coordenada, informaram pessoas próximas à empresa ao site WIRED.
A coordenação substancial entre laboratórios de IA pode colocar em risco a conformidade com a lei antitruste, segundo especialistas citados pela fonte. Isso representa um obstáculo significativo para envolver grandes empresas tecnológicas nesse esforço.
No último fim de semana, o chefe-científico da OpenAI, Jakub Pachocki, publicou um post no blog defendendo a ideia de retardar o desenvolvimento futuro de IA para garantir a segurança dos sistemas autossuficientes. No curto prazo, espera-se que retardamentos voluntários se tornem comuns até que barreiras de segurança compartilhadas sejam estabelecidas.
Consequências legais
Alguns estudiosos jurídicos argumentam que tal esforço poderia conflitar com a lei antitruste americana. Nicholas Felstead, assistente diretor da Australian Competition and Consumer Commission e ex-fellow do Center for Law & AI Risk, escreveu em março que um pausa coordenada no desenvolvimento de IA pode ser considerada restrita à produção, potencialmente violando a Lei de Combinações Monopólicas. Felstead destaca que a legalidade dependeria 'exatamente dos detalhes específicos de qualquer acordo'. No entanto, mesmo que a maioria das colaborações de segurança fossem aprovadas, a incerteza legal pode servir como um forte dissuasivo.
Reações políticas e industriais
Há sinais iniciais de que o Congresso está prestando atenção. Em julho, um grupo bipartidário apresentou um projeto de lei intitulado 'Collaboration on Adversarial Threats and Security Risks Act', que permitiria explicitamente a coordenação entre laboratórios de IA em segurança sem riscos de violar leis antitruste. A versão da Câmara foi encaminhada para a Comissão Judiciária, mas ainda não foi levada a plenário.
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