Oito pessoas ligadas ao movimento Antifa foram sentenciadas a um total de 450 anos de prisão por seus papéis em um motim em frente a um centro de detenção de imigração em Prairieland, no Texas, durante o feriado de 4 de julho do ano passado. Um ex-fuzileiro naval, condenado por tentativa de homicídio de um policial, recebeu a pena máxima de 100 anos. Os demais foram condenados a penas que variam entre 30 e 70 anos, conforme informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A situação gerou uma forte reação, com o juiz responsável pelo caso descrevendo as ações dos réus como “um ataque à democracia”. O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, destacou em um comunicado que “terroristas do Antifa que atacam as forças de segurança e instalações federais enfrentarão uma justiça rápida e intransigente”.

Os réus foram considerados culpados de várias acusações, incluindo motim, uso de armas e explosivos, apoio material a terroristas e obstrução da justiça. Benjamin Hanil Song, apontado como líder do grupo, alegou ter disparado sua arma acreditando que um policial estava prestes a ferir um manifestante. Sua mãe, Hope Song, contestou a versão dos eventos, afirmando que ele não tinha intenção de machucar ninguém.

Além de Song, Maricela Rueda recebeu 70 anos de prisão, enquanto outros cinco réus, incluindo Cameron Arnold e Zachary Evetts, foram condenados a 50 anos cada. Daniel Rolando Sanchez-Estrada pegou 30 anos. Uma nona ré, Ines Soto, aguarda sentença em 1º de julho, juntamente com outros sete envolvidos que se declararam culpados previamente.

Os apoiadores dos réus argumentam que as sentenças são excessivas e ressaltam que, apesar de outras manifestações em centros de imigração, o local em questão não havia registrado grandes distúrbios anteriormente. Eles afirmam que o protesto pretendia ser uma “demonstracão sonora” e não violenta, e os réus negam qualquer afiliação ao Antifa, alegando que estavam ali para apoiar imigrantes detidos.