O total de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela aumentou para 3.889, conforme um balanço apresentado na quinta-feira, 9 de julho de 2026. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e membro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), informou que o número de feridos é de 16.740, enquanto pelo menos 17.907 pessoas ficaram desabrigadas.

De acordo com dados fornecidos pelo governo venezuelano, 6.462 pessoas foram resgatadas até o momento e 86.794 famílias receberam algum tipo de assistência. Os terremotos causaram danos significativos, com 856 edifícios afetados e 190 deles completamente desabados. Além disso, foram registradas 1.142 réplicas do fenômeno.

Impacto e danos na região

Os dois terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram no dia 24 de junho. A região mais impactada foi La Guaira, localizada a cerca de 40 km de Caracas, onde os danos foram mais severos, resultando em edifícios destruídos e muitos moradores deslocados para abrigos improvisados.

Críticas à resposta do governo

A atuação das autoridades venezuelanas tem sido alvo de questionamentos por parte da população, que critica a lentidão nas ações de emergência. Em resposta a essas críticas, a presidente interina Delcy Rodríguez, também do PSUV, defendeu a continuidade das operações de busca e resgate. Ela atribuiu a insatisfação a “laboratórios midiáticos” que, segundo ela, buscam prejudicar o trabalho das equipes de resgate.

No último domingo, 5 de julho, Delcy Rodríguez afirmou que não haverá “convulsão social” após o desastre, destacando que “o que existe é solidariedade social profunda do nosso povo”. Ela assumiu o comando do país após a captura de Nicolás Maduro, em janeiro de 2026, durante uma operação realizada pelos Estados Unidos.