Um novo réptil pré-histórico, descrito como um alligatoride de 2 metros de comprimento, viveu em águas americanas logo após a extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. Este animal, chamado Mandrasuchus milleri, foi encontrado em várias espécimes, indicando sua abundância durante esse período.
A descoberta foi realizada por Sadie Sherman, cientista do Denver Museum of Nature & Science, que afirma que a presença de um grande predador aquático tão logo após a extinção dos dinossauros é significativa.
Características e sucesso do Mandrasuchus milleri
O Mandrasuchus milleri era semelhante a um moderno alligator, com dentes pontiagudos para capturar presas e outros dentes arredondados para triturar conchas e outras presas duras. Essas características podem ter contribuído para seu sucesso em um mundo em declínio.
Sherman explica que a presença de habitats aquáticos pode ter oferecido proteção contra a devastação causada pelo impacto de um asteroide, permitindo que crocodilianos semiacuáticos encontrassem refúgio mais seguro. Além disso, a capacidade de comer uma ampla variedade de alimentos lhes permitiu sobreviver quando certas presas desapareceram.
Contexto evolutivo
A descoberta de Mandrasuchus milleri ajuda a esclarecer a evolução dos alligatorides. A equipe do Denver Museum, liderada por Sherman, identificou um crocodiliano desconhecido em um local de fósseis em Colorado há cerca de uma década. Após exames detalhados e comparações com outros crocodilianos, os pesquisadores concluíram que este animal era um alligatorine.
A análise de fósseis e datação radiométrica revelou que os fósseis mais antigos datam apenas 350.000 anos após o impacto do asteroide, tornando M. milleri o mais antigo membro conhecido de sua subfamília.
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