O presidente colombiano Abelardo de la Espriella, que assumiu recentemente, prometeu uma postura firme contra o crime durante sua campanha eleitoral. Essas promessas contribuíram para sua vitória nas eleições de junho.

No entanto, imagens compartilhadas por Espriella, nas quais ele aparece caminhando entre os corpos de supostos guerrilheiros mortos em operações militares, geraram debate e fortes críticas.

As imagens causaram controvérsia em uma nação ainda traumatizada por décadas de conflito armado. Um juiz em Bogotá ordenou que o presidente ocultasse temporariamente essas publicações.

A Defensora do Povo, Iris Marín, condenou as imagens, afirmando que o Estado e o Governo não podem competir para ser o mais cruel. Ela destacou que mesmo em tempos de guerra, a dignidade humana não desaparece com a morte.

Carlos Cortés, cientista político, vê nas imagens uma coerência com a postura linha-dura que Espriella disse que adotaria em relação à segurança. O atual presidente se distanciou da estratégia de seu antecessor, Gustavo Petro, que optou por negociar com os grupos armados.