Cientistas descobriram recentemente uma nova espécie de rana pequena e escura na região das florestas de inundação da Amazônia, em Ecuador e norte do Brasil. Embora pareça semelhante a outras espécies relacionadas, a 'canção lenta' desta rana a distingue dos demais, conforme relatado em estudo.

A rana, chamada Adenomera varcena, foi estudada pela primeira vez por Marianna Borburema, que era estudante de graduação na Universidade Federal de Minas Gerais e agora é pesquisadora na Universidade de São Paulo. 'Eu tenho que entrar em discussões porque as pessoas dizem que a rana que estudo é feia', afirmou Borburema, em entrevista telefônica à Mongabay. 'Eu acho isso absurdo. A rana que estudo é linda! É super fofo.'

Embora a evolução desta rana tenha focado mais em seu som do que em sua aparência, biólogos chamam essa espécie de 'espécie cripética', onde as características externas são muito semelhantes às de outras espécies relacionadas. A Adenomera varcena mede cerca de 22 a 24 milímetros e possui pele marrom e padrões escuros.

'Por causa da seleção natural, a pressão não está no aspecto da rana, mas no som', disse Borburema, que analisou os sons das ranas durante três semanas. 'Entendemos que a evolução acontece mais rapidamente em seus sons porque a canção é o que interessa à fêmea.'