Nicolas Pépé, atacante da Costa do Marfim e autor dos dois gols na vitória sobre Curaçao, que garantiu a classificação da seleção para a segunda fase da Copa do Mundo 2026, compartilhou suas experiências difíceis durante sua passagem pelo Arsenal. O jogador, que chegou a ser a contratação mais cara da história do clube inglês, enfrentou momentos de crise durante sua estadia na Premier League.
Pépé, que nasceu na França e começou sua carreira profissional no Lille, destacou-se em 2018/19, marcando 23 gols e fornecendo 12 assistências em 41 jogos. Sua performance o levou ao Arsenal em agosto de 2019, onde o clube desembolsou 80 milhões de euros (cerca de R$ 338 milhões na época) para contratá-lo. Entretanto, sua experiência na equipe londrina foi marcada por descontentamento e críticas severas. Em 2023, ele deixou o Arsenal sem custos de transferência, somando apenas 27 gols e 22 assistências em 112 partidas.
Em uma entrevista ao jornal francês L'Equipe, Pépé revelou: "No Arsenal, sofri uma espécie de trauma, como se minha paixão tivesse sido arrancada de mim; eu sentia repulsa pelo futebol. Duvidei de mim mesmo a ponto de considerar desistir de tudo." O atacante também mencionou a pressão que sentiu devido ao alto investimento feito pela equipe.
Depois de sua saída do Arsenal, Pépé jogou pelo Trabzonspor, na Turquia, e encontrou seu bom futebol novamente no Villarreal, onde teve seu contrato renovado até 2028. Sua trajetória na seleção marfinense também teve altos e baixos, incluindo polêmicas que o afastaram temporariamente do time. No entanto, ele se destacou na Copa do Mundo de 2026, ajudando a Costa do Marfim a avançar para o mata-mata, onde enfrentará a 2ª colocada do Grupo I, possivelmente França ou Noruega.
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