Netinho, um dos principais cantores do axé music, morre aos 60 anos ♫ OBITUÁRIO ♬ Embora as vozes femininas sejam sobressalentes na história da música afro-baiana rotulada como axé music, uma voz masculina se impôs nas décadas de 1980 e 1990, anos de ouro desse universo musical tropicaliente que abarca vários gêneros musicais do Brasil e de países vizinhos da América Latina, tendo como base o samba-reggae dos blocos afros. Trata-se da voz de Ernesto de Souza Andrade Júnior (12 de julho de 1966 – 13 de outubro de 2026), o cantor e compositor projetado em todo o Brasil como o nome artístico de Netinho. Morto hoje em hospital de Salvador (BA), aos 60 anos, em decorrência de complicações de câncer no sistema linfático, Netinho já estaria na história da axé music somente pelo sucesso fenomenal de “Milla”, canção de Manno Góes e Tuca Fernandes lançada em 1995 pela banda Jheremmias Não Bate Corner, mas efetivamente popularizada em todo o Brasil na voz de Netinho em 1996 em álbum ao vivo que ultrapassou o milhão de cópias vendidas.
Contudo, seria injusto reduzir a importância de Netinho ao êxito extraordinário de “Milla”, música cujo alcance ultrapassou as fronteiras do Brasil. Revelado em 1988 como vocalista da Banda Beijo, ainda na fase inicial do axé, Netinho ficou até 1992 no grupo, período em que deu voz a sucessos como “Beijo na boca” (João Guimarães e George Dias, 1988) – o primeiro hit do cantor – e “Barracos (Escombros)” (Tenilson Del Rey, 1992).
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