Equipes de resgate estão em busca de 23 pessoas desaparecidas após o naufrágio do navio Khoi Nguyen 18, que afundou no Mar da China Meridional. O incidente ocorreu em uma movimentada rota marítima, segundo informações da emissora estatal chinesa CCTV.
A embarcação, que transportava 62 cidadãos vietnamitas, enfrentou dificuldades nas proximidades do Recife Fiery Cross, conforme relataram autoridades da província de Hainan, no sul da China. Até o momento, 39 pessoas foram retiradas da água por equipes de resgate.
Operação de resgate em andamento
O sinalizador de emergência do Khoi Nguyen 18 foi avistado pela primeira vez na noite de sábado (25) por um navio de resgate chinês, o Nanhai Jiu 115. Desde então, a operação de busca e salvamento conta com a participação de seis embarcações chinesas, um helicóptero e um navio vietnamita.
A embarcação naufragada possui quase 70 metros de comprimento e uma arqueação bruta de 999 toneladas. As condições de busca na região são desafiadoras, dada a densidade do tráfego marítimo e as condições climáticas.
Contexto das disputas no Mar da China Meridional
A área onde ocorreu o naufrágio está situada nas disputadas Ilhas Spratly, que a China denomina de Ilhas Nansha. Este conjunto de recifes, ilhotas e atóis é alvo de disputas territoriais entre vários países, incluindo Vietnã, Filipinas, Taiwan, Malásia e Brunei. A China reivindica soberania sobre quase toda a região, onde tem desenvolvido infraestrutura militar, como pistas de pouso e ilhas artificiais.
A complexidade das reivindicações territoriais na região, rica em recursos naturais, acentua a tensão entre os países envolvidos. As amplas reivindicações da China frequentemente se sobrepõem às reivindicações de seus vizinhos, gerando conflitos diplomáticos e confrontos no mar.
O naufrágio do Khoi Nguyen 18 destaca não apenas os perigos da navegação em uma área tão contestada, mas também a necessidade contínua de colaboração internacional nas operações de busca e salvamento em águas internacionais.
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