Mulher de 70 anos foi enterrada em um caixão feito de cogumelos em Springwood Cemetery, na cidade de Springwood, na Austrália, em um primeiro caso eco-friendly no país.

A cerimônia, realizada na última sexta-feira, contou com a presença de amigos e familiares. O caixão, criado pela empresa holandesa Loop Biotech, foi cultivado a partir de micelios - a rede de raízes dos fungos - e fibras de cânhamo.

O caixão é cultivado em moldes em ambientes controlados de temperatura, formando-se em apenas uma semana. Após o sepultamento, ele se decompondo em cerca de 45 dias, transformando-se em solo fértil.

Segundo o fundador da Loop Biotech, Bob Hendrikx, o processo é semelhante ao compostagem, permitindo que o corpo e o caixão se decomponham e se integrem ao solo de forma mais rápida do que um caixão tradicional de madeira, que pode levar até 50 anos para se decompor.

David, o marido de Carolyn, disse que a escolha do caixão de cogumelos se alinhava com os valores de sua esposa de ajudar os outros e dar algo de volta à natureza.

Embora Carolyn seja a primeira pessoa a ser enterrada com esse tipo de caixão no Brasil, Hendrikx afirma que já houve milhares de outros casos na Europa e nos Estados Unidos.

Dr. Hannah Gould, antropóloga cultural da Universidade de Melbourne, acredita que as pessoas estão cada vez mais interessadas em funerações ambientalmente responsáveis.

Com cerca de 70% dos australianos optando por cremação, essa prática tem impacto ambiental significativo. Alternativas como hidrólise alcalina, enterro natural sem envernizamento e até mesmo enterros superficiais estão se tornando mais disponíveis.