O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás defendeu que a retomada das obras do Trecho 1 do BRT Norte-Sul, em Goiânia, não precisa esperar a solução de todas as pendências orçamentárias. Em nota técnica assinada na segunda-feira, 12, pelo procurador da República Helio Telho Corrêa Filho, o órgão apresenta cinco caminhos para que a obra avance de forma gradual, com mecanismos de blindagem financeira. O documento foi encaminhado à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e ao Consórcio ACA BRT Norte-Sul, vencedor da Concorrência nº 90002/2025 com proposta de R$ 92,49 milhões.

Do que se trata A manifestação ocorre dentro do acompanhamento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que trata da conclusão do corredor. Depois da homologação da licitação, o MPF havia concordado apenas com uma ordem de serviço parcial de R$ 1,39 milhão, destinada à mobilização e à montagem do canteiro durante a estiagem. O passo seguinte, porém, travou.

A Seinfra pediu a liberação do Trecho 5, na Avenida Rio Verde, e depois apresentou um plano específico para o período chuvoso, centrado na Trincheira Tapajós. Ambos foram submetidos à Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (SPPEA) da Procuradoria-Geral da República, que encontrou problemas. O que a perícia apontou Segundo o Relatório Técnico nº 206/2026, o orçamento do Trecho 5 apresenta cobrança em duplicidade na demolição de meios-fios, estruturas de drenagem calculadas por “cubagem cheia” e omissão na requalificação de calçadas.