Operação Faroeste: MPF pede condenação de réus e defende perdão judicial do delator

Nesta quarta-feira (4), o Ministério Público Federal (MPF) apresentou novos pedidos durante a Corte Especial do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) relacionados à Operação Faroeste, que investigou um esquema de venda de decisões judiciais na Bahia.

A operação apontou a existência de um esquema de venda de decisões judiciais ligado a disputas de terras no oeste da Bahia, envolvendo integrantes do Judiciário baiano. Entre os réus estão Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, desembargadora do TJ-BA; Vasco Rusciolelli Azevedo, advogado e filho da magistrada; Vanderlei Chilante, advogado; e Nelson José Vígolo, produtor rural ligado à Bom Jesus Agropecuária.

Ações do MPF

O MPF pediu a condenação dos réus por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e perda do cargo para Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, além de condenação por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa para Vasco Rusciolelli Azevedo. Vanderlei Chilante e Nelson José Vígolo foram condenados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Perdão judicial para delator

A ação também defende o perdão judicial do delator Júlio César Cavalcanti Ferreira, que foi apontado como intermediário na negociação de decisões.