Ministros israelenses começaram a defender mais vigorosamente a remoção massiva de palestinos da Faixa de Gaza na semana passada, oferecendo prazos e mecanismos governamentais para expulsões ilegais.

Movimento de expulsão ganha forma

O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a remoção dos palestinos de Gaza é 'a única solução', dizendo que Israel está pronto para realizar isso 'por mar, por ar e por qualquer meio possível'. Katz vinculou seu apoio ao presidente americano Donald Trump, que ele acredita tenha 'congelado' - e não cancelado - seu apoio ao plano.

O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, anunciou um plano de sete anos chamado 'Desligamento 710', visando remover cerca de dois milhões de residentes de Gaza através de 'emigração voluntária'. Ben-Gvir declarou que, caso seja reeleito, estabelecerá um ministério de migração para expulsar palestinos.

Mortes e destruição em Gaza

A mortandade em Gaza continua, com ataques aéreos quase diários. Uma operação especial de forças especiais perto do Hospital Americano em Gaza City matou pelo menos quatro pessoas, incluindo duas crianças e uma mulher, capturando Moin al-Arabeed, descrito por Israel como chefe da segurança interna de Hamas.

Um ataque aéreo a um acampamento de refugiados em Jabalia matou uma criança na quinta-feira, enquanto um ataque a uma tenda em Khan Younis matou uma pessoa. Outros ataques ocorreram durante a semana, incluindo um contra uma escola em Gaza City que feriu vários estudantes e um ataque aéreo a um carro perto de Gaza City que matou Youssef Akila e sua filha pequena.