No último dia 24, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou em São Paulo a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS Rua). A nova política tem como objetivo estabelecer diretrizes para o atendimento à população em situação de rua dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo o acesso e o cuidado integral desses indivíduos ao longo de todas as fases da vida.

A PNAIS Rua busca ainda enfrentar a aporofobia, o racismo e a LGBTQIA+fobia, que muitas vezes afastam essas pessoas das unidades de saúde. Para implementar a política, o Ministério da Saúde planeja repassar 400 Unidades Móveis de Rua (UMR) aos municípios e ao Distrito Federal, ampliando assim a capacidade de atendimento nas comunidades. Em 2026, 350 equipes já devem receber as novas unidades, com previsão para que todas estejam em operação até 2027, totalizando um investimento de R$ 144 milhões.

“Nosso foco com essa política é aprimorar o cuidado das cerca de 200 mil pessoas que são assistidas pelas equipes de Consultório na Rua. Com as novas unidades móveis, será possível realizar consultas médicas, acompanhamento de enfermagem, pré-natal, procedimentos curativos e coleta de exames diretamente nos territórios onde essas pessoas se encontram”, afirmou Padilha.

O orçamento destinado para a manutenção e contratação das equipes em 2026 é de aproximadamente R$ 85 milhões, além de um adicional de mais de R$ 30 milhões para a ampliação das ações nos anos seguintes.

Durante sua visita a São Paulo, Padilha também esteve no Instituto do Coração (Incor) para anunciar a aquisição de novos equipamentos e participou do lançamento de uma unidade móvel de saúde destinada a caminhoneiros. Em São Vicente, ele visitou o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) recém-construído no Jardim Rio Branco.

A PNAIS Rua foi criada em colaboração entre União, estados e municípios, através do Comitê Técnico de Saúde da População em Situação de Rua, que inclui representantes de movimentos sociais e instituições de ensino.